Estado D'Alma

Um blog poeticamente depressivo...

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Location: Portugal

Tuesday, August 10, 2004

Um pedaço de nada

Se eu fosse um pedaço de qualquer coisa,
Como se de uma peça se tratasse,
Seria pequeno, mas importante;
Sem mim estaria quase, mas não todo;
Seria uma peça chave, mas não a única;
Todos seriamos fundamentais para que ficasse completo...

Se eu fosse um pedaço de nada,
Como se um nada completo fosse,
Seria alguma coisa; uma coisa que não existe...
Uma coisa boa, má, sei lá, uma coisa, um nada.
Sem o nada que eu fosse, o nada nada seria;
Seria eu importante, e junto com os outros nada,
Fariamos um nada completo.

Se eu fosse um pedaço de ti,
Como se um todo fosse,
Seria sempre feliz.
Seria eu e tu,
e tu sem mim, um pouco sem nada.

O pouco que eu fosse, seria tudo para mim;
O tudo para mim: um pedaço de ti.
Um pouco que te faria falta
Como se de um todo se tratasse.


Marcosvocalistus

O mar

Quem dera que eu pudesse desenhar o mar!
Não um desenho qualquer, mas um sentimento...
o brilho do sol reflectido nas pequenas ondas,
o caminho para estrelas, que tanto me assusta
e o bater das ondas na costa, que tanto me acalma.
Quem dera que o mar não acabe.
Quem dera que o mar fosse só meu, para o poder partilhar com toda a gente.
Quem dera que o cheiro do mar não mais me saísse do nariz.
Quem dera o mar...


Marcosvocalistus

Friday, July 09, 2004

Mais um dia

É escura a névoa que povoa o meu ser.
Não canto a minha música
Nem conto o meu sonho
Não morro em sossego
Nem vivo sem sofrer.

Se ao menos houvesse alguém que me podesse dizer
O que tenho que fazer para mandar foder
Toda esta agonia!...
Mas não... é só um sonho
Este futuro risonho que por vezes imagino.

Vou então esperar
Até ao dia em que este fardo me seja retirado
E até lá aguentar, porque de lutar
Já eu estou cansado.

Marcosvocalistus

Lamentações

Que triste choro, este choro meu
Choro que dói, que não passa
É grossa espada que me trespassa
Que me lembra o que aconteceu.

Tempo que num só sentido vais
Se me tivesses dito o que ia acontecer
Antes de passares a correr
Certamente teria reflectido mais.

Como é possivel não ter visto
Não saber que assim seria
Que por tanto amar um dia
Teria que acabar "nisto".

Era feliz então
Cada sorriso, cada caricia
Cada beijo, uma delicia
Que me enchia o coração

Lamento, lamento sim
Lamento o tudo que não soube dar
Lamento o quando não soube parar
Lamento este triste fim.

Marcosvocalistus

O fim

Lançam brados de queixume
Pairam tempos incertos
Portais abertos
Para um renascer já passado
Para um viver desesperado.
Reparaste como o tempo esteve cinzento?
Reparaste como parou de repente o meu tormento?
Não fazia sentido,
Havia de chegar o fim;
A razão, era só uma
E para mim, uma triste razão:
A de não ter nenhuma
De viver em vão.

Marcosvocalistus

Sonho, que sonho?

Se calhar sou eu quem não quer
Viver sem sonho é coisa pura
Desejar ter outra vida, coisa dura
E um desejo, quem consegue não ter?

Sonho é palavra vulgar,
Deixou de ser o lugar
Que mais tarde se vai atingir.
Esqueceu-se que é preciso lutar,
Que não basta esperar
Para que, no fim, se possa sorrir.

O sonho deixou de aliciar
passou a ser perdido
Parece mesmo esquecido
Que um minuto não é tempo
Se não houver muitos para esperar.

O sonho de agora,
Por por mais longa que seja a demora
Há-de vir depois,
Há-de mudar que sois.

Marcosvocalistus

Olhar

Eu acredito que tudo está no olhar
Tudo desde o nada até ao amar.
É irracional, impossivel de esconder
Mas algo terrivel, uma fraqueza a temer.

Marcosvocalistus

Where my Dreams are

I can hear your thoughts right now
Even though you´re not around
Kiss my smille, swollow my love
Wake me up when you're in town
Back from somewhere far,
Where my dreams are.

I can see your eyes from here
Even though you're not near
You're in a place between my fear
And the courage to appear
In that somewhere far,
Where my dreams are.

Marcosvocalistus + ... (98)

Um dia

Se há uma razação para viver,
Porque se esconde?
A puta da caminhada parece não acabar.
Procurar o que não conheço
Num local desconhecido
Deixa-me fodido
E com vontade de desistir.

Ruas sem fim
Mil pessoas a caminhar
Ventos a voar sem qualquer cheiro,
Nem som,
Numa dança muda que não muda,
Que não pertence,
Que não se vai,
Mas está sempre a vir.

Marcosvocalistus


Fez-se Escuro

Obscuridade, o lado mais negro do meu ser;
Rebeldia forçosa, não forçada, pesada e influente.
Tempos corridos, que quanto mais longe estão,
Mais depressa se vão e se tornam distorcidos.
Esqueci-me do que fui,
Mas lembro-me que agora sou o que outrora fez parte de mim,
E mesmo assim, não me lembro como
Seria a rosa rosa se tudo fosse senão escuro?

Marcosvocalistus

Uma Vida

Primeiro foi o frio
O frio que veio e mexeu comigo
Como nunca antes mexera.
Depois o medo.
Veio o medo.
Mexeu comigo
Como nunca antes mexera.
Depois o pânico
Depois o choro
Depois a brisa
Depois a calma
Depois a paz
Depois a morte.

Marcosvocalistus

Estados d'Alma

Corre o rio, corre
Para onde vai?
Para o mar, e lá morre
Ou, se não morre
De lá não sai.

Voa o Vento, voa
Para onde vai?
Vai, voando assim à toa
Contar ao Mundo o que o magoa
Cantar a dor que dele não sai.

Marcosvocalistus